Quem será o novo treinador do flamengo?

Era sabido que a saída de Jorge Jesus do Flamengo daria causa a uma verdadeira saga para encontrar o substituto ideal.  Alguns fatores dificultam a busca: a) – o alto nível/aproveitamento do trabalho de Jesus, o que aumenta o grau de exigência em relação ao novo treinador; b) – o cenário de pandemia e a forma errática como o governo brasileiro vem tratando o tema trazem dificuldades para acertar a contratação de um treinador estrangeiro; c) – a pouca aceitabilidade da torcida em relação a qualquer nome de treinador nacional.

Desde o dia seguinte ao anúncio, alguns nomes surgiram. Os dois principais: Leonardo Jardim e Marco Silva. O último não contou com o apoio da torcida, especialmente em razão de seu péssimo trabalho no Éverton da Inglaterra. Já o primeiro, seria indicação de Jorge Jesus e caiu no gosto de grande parte dos torcedores, que invadiram as suas redes sociais tentando convencê-lo a vir. No entanto, notícias deram conta que Leonardo Jardim preferiria permanecer na Europa.

Nos dias seguintes diversos nomes apareceram: Miguel Ángel Ramírez, Rafa Benítez, Domènec Torrent, Carlos Carvalhal e Jürgen Klinsmann. A sensação que dá é de que cada dia que o Flamengo permanecer sem treinador novos nomes aparecerão, contudo, Marcos Bráz e Landim possuem contra eles o limite temporal, pois não dá para iniciar o brasileiro sem que o técnico tenha ao menos 15 dias à frente da equipe.

Dos últimos nomes que apareceram, Rafa Benítez seria a proposta mais incoerente, porque, apesar de ser um treinador vencedor, não possui DNA ofensivo. Contrata-lo significaria abrir mão de parte do legado deixado pelo Mister.  Jürgen Klinsmann já possui o DNA ofensivo, mas vem de um trabalho de somente 3 meses no Hertha Berlim, o que gera dúvidas a respeito de sua capacidade de assumir um Clube como o Flamengo no estágio em que se encontra atualmente. Além disso, é preciso saber qual o domínio que ele possui do português ou do espanhol, já que se trata de técnico alemão, que encontraria dificuldades em se expressar através de sua língua nativa.

Por fim, chegamos aos três melhores nomes. Miguel Ángel Ramírez vem de ótimo trabalho no Independiente Del Valle e conhece o futebol sulamericano. Se trata de um treinador ofensivo, contudo, atualmente encontra-se empregado no time equatoriano, o que poderia dificultar a sua contratação. Por isso, as duas melhores opções, a meu ver, entre os nomes ventilados na imprensa, são Carlos Carvalhal e Doménec Torrent, que são treinadores jovens, extramente qualificados do ponto de vista acadêmico, ou seja, são estudiosos do futebol, e poderiam ver o Flamengo como a oportunidade ideal para dar um salto qualitativo em suas carreiras.

Em conclusão, diante da negativa de Leonardo Jardim, caso eu fosse o dirigente do Flamengo, a minha primeira opção seria tentar a contratação de Jorge Sampaoli, que é um treinador agressivo e com alto grau de exigência. A personalidade explosiva, que poderia aparentar um defeito, na verdade poderia contagiar o time, a torcida e trazer intensidade ao jogo do time. No entanto, entre os nomes cotados pela imprensa, a minha opção seria Doménec Torrent, sobretudo em razão de sua larga experiência ao lado de Pepe Guardiola, que traria ao Flamengo ainda mais desse espírito ofensivo introduzido por Jorge Jesus.

Vamos torcer para que a Diretoria faça a escolha correta, pois, além de avaliar os nomes, é preciso avaliar valores, perfil para adaptação ao Brasil, entre outros fatores.

SRN

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