Fla X Flu: Faltou foco?

A final da Taça Rio foi uma partida nervosa. O Flamengo, em mais uma final em jogo único, como aconteceu na Final da Libertadores em 2019, demonstrou muitas dificuldades frente a forte marcação do Fluminense, que adotou tática muita semelhante a do River Plate, ainda que sem a mesma qualidade, mas foi o suficiente para sair à frente no placar com gol de Gilberto.

No segundo tempo o tricolor cansou, o que já era de se esperar, pois era impossível manter o ritmo. Pedro e Michael entraram bem na partida. Pedro empatou o jogo e Michael criou a jogada que poderia garantir o título, mas Bruno Henrique desperdiçou.

Gabigol também manteve o desempenho da final da Libertadores, mas, dessa vez, muito marcado, não teve sequer uma chance de marcar seu gol.

Em relação à disputa de pênaltis, reforço minha opinião pessoal no sentido de que zagueiros devem evitar cobrar os 5 primeiros pênaltis, salvo se forem excepcionais batedores, como Sérgio Ramos. Os defensores não estão habituados a ficarem cara a cara com o goleiro e esta dificuldade ao lidar com a pressão em uma final leva aos erros. Não à toa, Gabigol e Pedro marcaram e Arão, Leo Pereira e Rafinha desperdiçaram.

Além da análise sucinta da partida, dois pontos merecem destaque: a falta de foco no primeiro tempo e questões extracampo.

Quando se joga uma final em jogo único, o treinador deve preparar a equipe para um jogo mais aguerrido no primeiro tempo. Como já dito, River e Flu entraram nesses jogos finais contra o Fla com alta intensidade. Em futuros jogos decisivos, a concentração e a disposição na primeira etapa devem ser potencializadas, para que o time não passe a situação desconfortável de ir para o intervalo atrás no placar.

Por fim, a Presidência do Flamengo deve se preocupar com o ambiente extracampo, que também pode ter sido um dos fatores para que a equipe tenha entrado em um ritmo abaixo do rival. Em Lima, na véspera do jogo, o time discutia a premiação dos funcionários. Ontem e hoje, só se falava na saída de Jorge Jesus e batalha judicial envolvendo a transmissão da partida. Tudo isso atrapalha e os jogadores precisam trabalhar em ambiente harmônico para exercer com plenitude as suas funções em campo.

O lado bom dessa história é que teremos mais dois FLA X FLUS para nos divertir e torcer. Espero que o final seja feliz da próxima vez…

SRN

 

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